Agentes Rejuvenescedores
O efeito da temperatura, ar, luz solar, chuva e tempo em revestimentos asfálticos propiciam seu envelhecimento que é visto por um enrijecimento da camada betuminosa, gerando trincas, que é conseqüência da perda das propriedades do ligante asfáltico. O cimento asfáltico quando envelhece aumenta sua consistência (viscosidade e ponto de amolecimento) e do ponto de vista químico aumenta o teor de asfaltenos e reduz o teor de aromáticos e resinas.
A reciclagem de revestimentos é uma técnica que visa a reutilização dos agregados e ligante do revestimento envelhecido, necessitando de agente rejuvenescedor para redução da viscosidade e reposição de compostos aromáticos e resinas para recompor a natureza do ligante. A reciclagem em revestimentos asfálticos pode ser executada a quente ou a frio, em usinas ou "in situ" e deve ser empregado agente rejuvenescedor para recompor as propriedades do material a ser reciclado.
Existem dois tipos de agentes rejuvenescedores: a quente e a frio, ambos regidos pelo Regulamento Técnico DNC nº 04/97 - Portaria nº 44 de 29/09/97. O agente a quente (AR) é denominado "Aditivos Asfálticos de Reciclagem para Misturas a Quente" e a frio (ARE) são denominados "Agentes de Reciclagem Emulsionados". Cada um deles apresenta 6 tipos em função da viscosidade do ligante. Quanto mais envelhecido o asfalto a rejuvenescer, menos viscoso deve ser usado o agente (tanto a frio ou a quente, dependendo do caso). Os tipos são:
AR-1 e ARE-1
AR-5 e ARE-5
AR-25 e ARE-25
AR-75 e ARE-75
AR-250 e ARE-250
AR-500 e ARE-500
Aplicação
Além das reciclagens "in situ", o agente rejuvenescedor é muito empregado em materiais provenientes de fresagem de misturas asfálticas com aproveitamento do material fresado em média de 40% em usinas a quente e até 100% em usinas a frio, obtendo, assim, uma nova mistura asfáltica que poderá ser utilizada até como revestimento. É necessário efetuar estudos laboratoriais para definição do agente rejuvenescedor a ser utilizado.
CAPFIX - Aditivo Melhorador de Adesividade
A má adesividade no sistema agregado-ligante de uma mistura asfáltica ou tratamento superficial com emprego de cimento asfáltico de petróleo, muito comum com uso de agregados tipo granito, gnais, entre outros, é devido a natureza mineralógica dos agregados e a composição química do asfalto. A má adesividade acontece pela não afinidade entre agregado e ligante asfáltico em presença de água, resultando no deslocamento da película asfáltica que recobre o agregado. A conseqüência é a desagregação prematura dos materiais empregados. Geralmente, as emulsões asfálticas apresentam boa adesividade.
O CAPFIX é um aditivo melhorador de adesividade e resistente a altas temperaturas e deve ser adicionado ao cimento asfáltico de petróleo e homogeneizado.