Ligantes Asfálticos
A Betunel produz, comercializa e distribui todos os tipos de ligantes asfálticos para pavimentação, incluindo Cimento Asfáltico de Petróleo modificado e não modificado, Asfaltos Diluídos de Petróleo e Emulsões Asfálticas Convencionais e Modificadas, além de Agentes Rejuvenescedores para Reciclagem.
De acordo com a sua aplicação em pavimentação, os asfaltos classificam-se em:
Cimentos asfálticos
Asfaltos diluídos
Emulsões asfálticas
Asfaltos modificados
Emulsões asfálticas modificadas
Para obtenção do asfalto, tipos específicos de petróleo são submetidos ao processo de destilação nos quais as frações leves (gasolina, querosene, diesel) são separadas do asfalto por vaporização, fracionamento e condensação.
O cimento asfáltico de petróleo é obtido em diferentes consistências medidas pelos ensaios de penetração ou de viscosidade dinâmica e constitui o produto básico a partir do qual preparam-se vários tipos de materiais para pavimentação.
a) Cimentos Asfálticos de Petróleo
Cimento asfáltico ou CAP é um líquido muito viscoso, semi-sólido ou sólido, à temperatura ambiente que apresenta comportamento termoplástico torna-se líquido se aquecido e retorna ao estado original após resfriamento - e quase totalmente solúvel em benzeno, tricloroetileno e em bissulfeto de carbono. Até 2005, a classificação de CAPs era baseada na viscosidade a 60°C que englobava os três tipos seguintes:
CAP 7;
CAP 20 e
CAP 40.
De acordo com a resolução da ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis n o 19 de 11/06/2005 contendo regulamento técnico n o 03 de 2005, os asfaltos para pavimentação voltaram a ser classificados por penetração, a saber:
30/45 (semelhante CAP 40);
50/70 (semelhante CAP 20);
85/100 (semelhante CAP 7); e
150/200
Os CAPs são preparados para apresentar características próprias para uso direto na construção de camadas asfálticas de pavimentos. É um material adequado para aplicação em trabalhos de pavimentação, pois além de suas propriedades aglutinantes e impermeabilizantes, possui característica de flexibilidade, durabilidade e alta resistência.
Aplicação
É um material termoplástico que necessita de aquecimento, e a curva viscosidade x temperatura indica intervalos ideais de temperaturas a serem empregadas conforme norma. O CAP é utilizado em misturas a quente e serviços de tratamento superficial ou macadame betuminoso.
b) Asfaltos Diluídos
No processo de pavimentação é importante assegurar-se de que o CAP esteja suficientemente fluido durante a aplicação e suficientemente rígido quando em serviço, após a aplicação. Para aumentar a fluidez, misturam-se solventes aos CAPs selecionados, obtendo-se asfaltos diluídos ou cut-backs , que são classificados, segundo o solvente, em:
Tipo |
Solvente |
. de cura rápida (CR) |
nafta |
. de cura média (CM) |
querosene |
Naturalmente, os solventes evaporam após a aplicação. Para cada tipo de cura, as especificações ASTM estabeleceram várias classes, conforme a viscosidade a 60°C.
A norma ASTM D2399 trata da seleção de asfalto diluído conforme o uso em pavimentação. No Brasil, especificam-se os seguintes tipos:
de cura rápida: CR-70, CR-250; e
de cura média: CM-30, CM-70.
Aplicação
Os asfaltos diluídos de cura média são empregados em serviços de imprimação impermeabilizante com finalidade de dar uma coesão superficial e uma proteção a base do pavimento ocasionando um tempo de cura (evaporação do solvente) de, no mínimo, 24 horas dependendo da absorção da base e condições climáticas para colocação de uma nova camada asfáltica. Os de cura rápida, em serviços de pré-misturado a frio ou tratamento superficial, sendo que atualmente não é usual, devido o aparecimento das emulsões asfálticas que geram menor impacto ambiental, maior segurança, além das facilidades operacionais.
c) Emulsões Asfálticas
As emulsões asfálticas constituem-se em pequenas partículas ou glóbulos de CAP suspensas em água contendo agente emulsificante. Quando tais emulsões são aplicadas, as partículas de CAP depositam-se sobre as pedras (agregado mineral), causando a ruptura da emulsão e separam-se da água. As emulsões asfálticas catiônicas são preparadas por mistura em moinho coloidal de CAP, asfalto diluído, acidulante e tensoativos. No Brasil, utilizam-se emulsões asfálticas catiônicas, que podem ser:
de ruptura rápida (RR);
de ruptura média (RM);
de ruptura lenta (RL); ou
de ruptura controlada.
Dentro de cada tipo de ruptura, as emulsões se classificam por grau, diferenciando basicamente pelo resíduo asfáltico e viscosidade. As características de ruptura são controladas principalmente pela natureza e quantidade do agente emulsificante. Pela norma CNP n° 07/88 de 06/09/88, são especificadas e classificadas as seguintes emulsões: RR-1C, RR-2C, RM-1C, RM-2C e RL-1C.
Aplicações
As emulsões asfálticas convencionais normalmente usadas em pavimentação são as catiônicas e prestam-se à execução de diversos aplicações asfálticas de forma adequada, tanto técnica como economicamente. O uso das emulsões e a gama de aplicações continuam crescendo à medida que as tecnologias de construção e das próprias emulsões avançam. Suas principais aplicações são: estabilização de base, imprimação ligante, tratamento superficial, lama asfáltica, pré-misturados.
A emulsão de ruptura controlada é utilizada em serviços de lama asfáltica, com objetivo de permitir abertura ao tráfego mais rapidamente.
Na prática, qualquer técnica de pavimentação pode ser feita com o uso de emulsões asfálticas. Escolhendo a emulsão certa e a técnica correta, pode-se atingir significativa economia com grandes benefícios ambientais.