As emulsões asfálticas são pequenas partículas ou glóbulos de CAP suspensas em água contendo agente emulsificante. São produzidas industrialmente em moinhos de alto cisalhamento - coloidais.
As emulsões asfálticas são usadas em dois tipos de serviços: por penetração e por mistura. São exemplos de serviços por penetração o tratamento superficial (simples, duplo ou triplo), a capa selante ou banho diluído. Neste caso as emulsões são aspergidas sobre a superfície e ocorre o envolvimento do agregado ou percolação sobre a superfície onde ocorre a ruptura da emulsão e cura do asfalto residual.
São exemplos de serviços por mistura a lama asfáltica, o microrrevestimento, a reciclagem in-situ, etc. Neste caso ocorre a usinagem da emulsão com os agregados em equipamento próprio (fixo ou móvel) e, em seguida, o espalhamento da mistura.
Nos dois casos, quando aplicadas, as partículas de CAP se depositam sobre as pedras (agregado mineral) causando a ruptura da emulsão e se separam da água.
As emulsões asfálticas usadas para pavimentação no Brasil são predominantemente catiônicas (C) e são classificadas em função da velocidade de ruptura (rápida, média, lenta ou controlada) e teor de asfalto (1 - baixo resíduo e 2 - alto resíduo). São especificadas pela norma CNP n 07/88 de 06/09/88. As características de ruptura são controladas principalmente pela natureza e quantidade do agente emulsificante:
| Sigla | Descrição | Tipos |
| RR | Emulsão asfálticade ruptura rápida | RR-1C e RR-2C |
| RM | Emulsão asfálticade ruptura média | RM-1C e RM-2C |
| RL | Emulsão asfálticade ruptura lenta | RL-1C |
| RC | Emulsão asfálticade ruptura controlada | RC-1C |
Aplicações
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